Crítica de HQ 44# Rocket Girl

Chego para mais uma crítica de uma história em quadrinhos fora da zona de conforto. Rocket Girl mescla saltos temporais que mostram as repetições de erros e visões da sociedade, a permanência dos preconceitos, ganância e exploração, permitindo ao leitor uma reflexão sobre até que ponto nós mudamos e até que ponto estagnamos.

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Interessante uma leitura como essa em um momento atual no Brasil e no mundo, onde uma situação cíclica permanece, pessoas buscar alternativas que não deram certo para resolver problemas repetidos. A história é bem refletida em toda essa trama. A representatividade feminina também é um destaque nessa HQ. Tanto a protagonista futurista, quanto a assistente do departamento de tecnologia, se colocam a frente na busca pela salvação. Os desenhos foram muito bem desenhados, com traços que focaram as feições, a coloração ficou em um tom interessante. Minha nota para o quadrinho, é 6,0.

Crítica de HQ 43# Cidade Dourada

A Cidade Dourada é pautada na utopia de uma sociedade justa, igualitária, desenvolvida e boa para todos. Uma lenda antiga que perpetuava nas mentes da atual civilização ocidental e a busca pela terra perfeita. O contraste fica mais nítido quando é confrontado um lugar como esse e com a atual sociedade, principalmente dos personagens principais.

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Um ambiente hostil, de crimes, prostituição e agressões físicas, verbais e diversas formas de abuso e opressão sobre as mulheres e os mais pobres. O que ficou mais nítido e destacado em toda a história, foi a motivação de pessoas buscando por um mundo diferente, mas com o mesmo pensamento que destruíra o planeta natal. E o risco eminente de um novo erro. As questões de desenhos e coloração foram medianas. Minha nota é 2,0.

 

Crítica de HQ 42# Aniquilador

Aniquilador é uma daquelas histórias em quadrinhos que me tira da zona de conforto enquanto leitura. Um enredo pautado sobre os mistérios do universo e os questionamentos científicos e que se compõe sobre as dúvidas acerca da magia e ciência. Problemas psicológicos diante de alguns personagens, entram a compulsão de um confronto entre o herói protagonista e o mago vilão.

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Outro ponto forte foi a humanização sobre os personagens, problemas pessoais, conflitos emotivos, depressão e antigas paixões. O conceito de bem e o mal foi representado pelo super-herói Aniquilador com a magia branca contrapondo-se com a magia negra. Os desenhos foram bem executados, porém, com traços simples, os ambientes possuem um desenho de boa qualidade. Minha nota é 5,0.

Crítica de HQ 41# Convergência: Elektron

A história em quadrinho que li de Elektron foi muito interessante. O início entre um diálogo preenchido de dúvidas e de uma perspectiva de um novo homem assumindo o manto do herói original – Ray Palmer. O espírito de Palmer era de um conselheiro e de uma força maior para Ryan Choi. Sua missão em Gotham contra Slade, foi um desafio que mostrou os maiores sinais de fraqueza do protagonista.

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Entretanto, a primeira edição mostrou o desenvolvimento humanístico e heroico do personagem principal. As batalhas foram bem desenhadas, as expressões faciais durante o enredo foram mais destacáveis que as partes com ação. A HQ também é engraçada, possuindo intercalações de situações cômicas, incluindo os heróis pegando ônibus.

Crítica de HQ 40# The Massive

The Massive possui uma temática bem diferente de todas as histórias em quadrinhos que já li. A trama pega um homem branco criado como um indiano, profundo das raízes do país, suas crenças e seu respeito pela terra que o acolheu. É interessante como um baque surge na vida do protagonista, diante de um sequestro e uma obrigação em realizar uma missão.

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Gostei muito das histórias paralelas entre a personagem Mary e Israel, ambos principais e com características e segmentos de histórias divergentes. Outro ponto muito forte na trama, é a descrição dos fatos históricos, como o Mar da Arábia, A Guerra dos dez dias na Eslovênia e o grupo da Nona Onda em direção a Antártica.

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Os desenhos foram muito bem executados, traços bem detalhados, principalmente nas feições dos personagens. A coloração muito bem aplicada, sombreada. Minha nota para a HQ é 6,0.

Crítica de HQ 39# Swords of Sorrow – Pantha & Jane Porter

Swords of Sorrow – Pantha & Jane Porter é um quadrinho que tem saltos temporais em cinco eras diferentes da civilização humana. As protagonistas são heroínas individuais e que se juntam quando possuem inimigos em comum. Além disso, mitologia, magia, sobrenaturalismo estão em constante embate com o realismo da trama.

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Um ponto interessante é a forma de diferentes diálogos em cada época, a abordagem e comportamento das pessoas, um trabalho muito interessante com as divergências comunicativas. Quanto aos confrontos, foram bem executados, com golpes violentos. A coloração foi bem aplicada, embora devesse haver mais traços detalhados. Minha nota para a HQ é 5,0.

Crítica de HQ 38# Todd, O Menino Mais Feio do Mundo

O quadrinho deixa o protagonista em segundo plano, pois, por incrível que pareça, ele não é o mais importante da trama, ele é apenas o centralizador de todo o enredo. Um misterioso menino, com a típica sacola na cabeça, pode-se ver apenas os olhos carregados de um olhar triste, traumático e conformista com a sua vida.

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A trama consegue ser passada e transpassada por uma penitenciária, a relação entre os presos e as conexões de ambientes externos e temporais. Os personagens em geral são extremamente caricatos, com narizes, bocas e outras feições grandes, e também caricatas expressões e diálogos.

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Embora aja outros ‘feios’ na cadeia, Todd deixa uma certa agonia e aflição sobre tentar buscar ao imaginário do leitor, quem é ele e como ele é, se a sua aparência física reflete-se ao seu comportamento. Os desenhos foram feitos com bons traços e bem rústicos, as cores são foscas para dar aquele ar melancólico e que foi bem executado. Minha nota é 6,5.