Crítica de série 44# Mad Men

Um dos poucos temas e profissões abordadas de forma profunda e focada, é o trabalho de uma agência de publicidade e propaganda. Geralmente, uma área vista de forma superficial e até considerada por muitas pessoas como desnecessária, perde-se esse paradigma com Mad Men. Apesar da trama ser ambientada na década de 1960, muitas situações são semelhantemente contemporâneas.

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Ao mesmo tempo em que se foca nos personagens, seus dilemas pessoais, e os conflitos rotineiros da agência. Um detalhe essencial, é o processo criativo em explicar o processo criativo dos profissionais, e como aplicam tanto no trabalho, quanto na vida pessoal. Festas, luxúrias e relacionamentos estão praticamente conectados com todos os episódios.

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Em relação as questões técnicas da série, como a fotografia, figurino e direção de arte, são muito bem aplicadas e colaboram com a narrativa. As trilhas sonoras ambientam o clima, entretanto, não são destacáveis a ponto de serem referenciadoras do seriado. Minha nota para a série é 7,0.

Crítica de série 43# Politicamente Incorreto

A série brasileira está disponível na Netflix. Protagonizado por Danilo Gentili, vivendo o deputado federal Atílio, possui em uma temporada, oito episódios tentando mostrar a vivência do legislativo federal. É interessante que em cada episódio, colocam-se situações em que um deputado tradicional, seguindo a premissa da corrupção e de pouco trabalho, ele tentaria se livrar das situações adversas.

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Considero que a proposta central do seriado é muito interessante, entretanto, a trama cai na rede do senso comum, generalista e pouco instigante. Fazer algo com a temática de política, com piadas previsíveis sobre o mal-caratismo e outros elementos estereotipados, acaba tendo a comédia toda perdida pela falta de um processo criativo diferente.

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O áudio é mediano, a qualidade da fotografia deixa muito a desejar, embora não seja o foco central da série, a utilização de bons enquadramentos e a utilização de objetos nos ambientes, poderiam deixar o enredo mais profissional. As atuações de modo geral foram muito simplórias, sem emoção ou uma abertura de situações cômicas. Minha nota para o seriado é 1,0.

Crítica de série 42# Scream

A série foi lançada faz um bom tempo, não havia visto antes por um certo pé atrás em fazer um programa baseado nos derivados da franquia de terror Pânico. Embora o formato e a temática fosse divergente dos filmes, a tentativa de mostrar o novo e ao mesmo tempo, resgatar a franquia cinematográfica, porém, em vão.

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O seriado repetiu os mesmos elementos de medo, as trilhas sonoras indo gradativamente narrando as cenas, causando agonia e aflição, e trabalhando no inesperado de um assassinato. Não me pareceu convincente, atuações fracas, que não demonstraram profundidade de tensão, ou mesmo os sentimentos dos personagens. A fotografia é mediana, as trilhas fracas e sem nenhum enredo instigante. Minha nota é 1,0.

Crítica de série 41# Castle

Castle é aquele típico drama policial. Uma ameaça eminente e totalmente misteriosa, passo a passo em busca de solucionar o crime do dia. O que difere essa série de outras do gênero é a temática envolta do seu livro – usado como inspiração por um criminosos e a amizade do protagonista com o prefeito de Nova York. Kate Beckett é uma grande apoiadora dos casos com o seu jeito durona e fria.

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A parceria com a Polícia da Cidade de Nova York, o inspira em seu novo livro com a personagem principal Nikki Heat. As sete temporadas foram sendo ampliadas enquanto desenvolvimentos mais profundos nos casos policiais. A oitava temporada promete explorar mais os sentimentos dos personagens como vem sendo bem executado. A comédia é um ponto principal nos diálogos e episódios, retirando um pouco da tensão. Minha nota para a série é 6,0.

Crítica de série 40# Lie to Me

Lie to Me possui como uma das características humanas mais primordiais que é a percepção ou tentativa em analisar as pessoas. Saber além de suas palavras, na forma como são ditas, para dizer se o indivíduo está mentindo ou não, se está nervoso, calmo, ou qualquer alteração de sensações e sentimentos. Dr. Cal Lightman vivido por Tim Roth, possui o objetivo de detectar fraudes, observando linguagens corporais e micro expressões faciais.

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Dr. Gillian Foster (Kelli Williams), também é extremamente importante na trama, sua análise mais cuidadosa e profunda, complementa o processo laboral de combate a mentira. Ela também orienta a equipe de psicólogos e outros profissionais, além de ser um conselheiro de Cal em vários momentos.

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A série é muito bem dividida em episódios com temas específicos bem abordados, em situações do cotidiano, onde passam despercebidos para pessoas comuns. A tensão e o conjunto de sentimentos acabam atravessando o profissionalismo, o que as vezes dificultava o processo de trabalho. Fotografia é mediana, trilhas sonoras não possuem destaque, mas o roteiro e os enredos são bem executados. Minha nota é 8,0.

 

Crítica de série 39# American Horror Story

American Horror Story é uma série muito interessante. Ao contrário da maioria dos formatos, onde se tem episódios com tramas individuais, mas, que possuem conexões entre elas e, principalmente, para o season finale, AHS é cada história uma história. A proposta dela, é ser uma programação para quem é fã e também para quem vê um o outro episódio.

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Sobre a sua proposta de medo. É legal ressaltar a sua estrutura em possuir uma narrativa tensa, com aplicação de efeitos e trilhas sonoras suaves, mas, que deixam pequenas agonias ao espectador. A qualidade fotográfica, nas cenas nos enquadramentos de close e plongée. Minha nota para as cinco temporadas é 8,5.

Crítica de série 38# Projeto Jaz

Nos últimos tempos, mais precisamente nos últimos sete meses, tenho acompanhando com maior profundidade web séries brasileiras. Dentre elas, algumas boas, e outras, bem ruins, como é o caso do Projeto Jaz. A proposta de colocar um misterioso documento, conspiração, causando aflição nas pessoas, é clichê, porém, se bem executado, muito válido.

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Isso não acontece na trama, as atuações são muito fracas, pausas nas falas muito extensas, deixando o diálogo monótono e pouco profissional. O roteiro não possui elementos de discursos elaborados, simplórios e sem signos destacáveis nas conversas. O seriado trouxe erros primários, como olhar para a câmera, ruídos em áudios, desfoques desnecessários e nenhum recurso de fotografia, enquadramento ou sonoro que pudesse deixar o enredo mais interessantes.

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Em geral, é uma história com poucas qualidades, o amadorismo ultrapassa todas as áreas, das técnicas e de elenco. O único ponto positivo, foi cenas de ambientes externos, com bons elementos visuais, entretanto, não foram explorados. Minha nota é 1,0.