A era dos remakes no mundo cinematográfico

Os remakes estão ganhando muito espaço no mundo cinematográfico. E isso vem surgindo questionamentos sobre a criatividade dos estúdios, roteiristas, produtores e diretores, a reflexão se deve principalmente aos estúdios norte-americanos e as projeções comerciais. Afinal, o que está havendo com o súbito crescimento de novas versões de filmes? O motivo disso, se deve a falta de produção criativa da nova geração de gerenciadores artísticos. Em alguns casos, o remake se torna superior ao original, ou em alguns aspectos, O Planeta dos Macacos por exemplo, possui uma aprofundamento do enredo maior que o antigo.

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É importante ressaltar que os remakes são totalmente comuns, mas desde o final dos anos de 1990, e mais precisamente nos últimos sete anos. A prova disso é que filmes como, Godzilla (1998), Dr. Dolittle (1998), Onze Homens e um Segredo (1992), além das naturais renovações dos gêneros de heróis durante as décadas. Entretanto, muitos críticos de cinema e cineastas tem uma visão fria e direta sobre o que a sétima arte está passando por um inchaço recentemente, a prova disso, O Homem Que Matou Facínora, um western de 1962 estaria em projeto, Nosferatu (1922) e O Monstro da Lagoa (1954).

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Sobre essa situação, existem várias análises a serem feitas. Isso seria na verdade uma estratégia comercial dos grandes estúdios. A indústria do cinema é uma das mais lucrativas do mundo, e um dos motivos dessa onda, seria com a expansão dos filmes de gêneros de heróis, sagas de aventuras como Harry Potter e Senhor dos Anéis – que recentemente teve uma extensão com a trilogia Hobbit, comandando a década passada e as recentes franquias infanto-juvenis, como Crepúsculo e Jogos Vorazes.

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Além disso, está havendo uma linha crescente e constante de pessoas que estão indo ao cinema e os fãs de obras literárias ou de antigos filmes que gostariam de ver se tornando realidade nas telas e as manutenções de sagas de muito público, como é o caso de Star Wars que vem ganhando mais ascensão de fãs e de dinheiro, tanto com os filmes, quanto com produtos relacionados, canecas, bonecos, desenhos animados e nos games com Star Wars – Battlefront.

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Pode se concluir com tudo isso, que existe sim uma estratégia de mercado acerca das produções e também muitos diretores, principalmente os mais jovens, estão se acomodando em buscar uma nova era do cinema, com novas franquias, movimentos, tendências. Tramas mais robustas, instigantes e fazer com que os remakes voltem a ser apenas algo natural no cinema.

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As poucas alternativas de animações brasileiras

O Brasil bate recordes de bilheterias nos gêneros infantis, ainda mais quando se trata de animação. As franquias, A Era do Gelo e Shrek, além das recentes produções de princesas como Valente e o sucesso mundial, Frozen, deixaram claro o potencial público do estilo. Porém, quando se trata de animações audiovisuais brasileiras, existem poucas alternativas.

Uma história de amor e fúria, filme de 2013
Uma história de amor e fúria, filme de 2013 que tratou a questão da escravidão e a luta dos direitos humanos

O cinema infanto-juvenil nacional vem sobrevivendo com pouco apoio e interessados em trabalhar no setor. Os grandes cineastas e estúdios não olham com tanto carinho, deixando país para trás, enquanto outros países vão lançando sucessos para as crianças. O primeiro filme do gênero, foi lançado em 1950, intitulado Sinfonia Amazônica, criada por Anelio Lantini. O Brasil só foi ter outros filmes de animação duas décadas depois com, Presente de Natal, de Álvaro Henrique Gonçalves em 1971 e Piconzé de 1973, com Ypê Nakashima.

Sinfonia Amazônica
Sinfonia Amazônica

Em meados de 1980, Maurício de Souza tomou a frente produzindo seis longas de desenhos, entre eles a sua personagem, em As Aventuras da Turma da Mônica. Em 1990 houve uma queda produtiva com apenas três. Nos anos 2000, Souza retorna quatro produções e novos cineastas surgem como, Clewerson Saremba e Moacyr Góes, produzindo, Xuxinha e Guto contra os Monstros do Espaço, Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll, de Otto Guerra e Brichos, do diretor Paulo Munhoz.

As Aventuras da Turma da Mônica
As Aventuras da Turma da Mônica

Entre 2010 até os dias de hoje, houve um crescimento na animação brasileira, com cinematografias com maior orçamento e mais qualidade técnica. Munhoz retorna com Brichos – A Floresta é Nossa, com uma modificação gráfica bem melhor e com uma nova história. Peixonauta – Agente Secreto da O.S.T.R.A. também obteve um tímido sucesso, muito em função do desenho original ser passado no canal de televisão paga, Discovery Kids. Até que a Sbórnia nos Separe, de Otto Guerra e Ennio Torresan trouxeram uma nova cara para o gênero no Brasil.

Até que a Sbórnia nos Separe
Até que a Sbórnia nos Separe

O maior desafio do cinema brasileiro, e especificamente se tratando de animação, é que a maior parte do apoio cultural vem por meios públicos, como o Governo Federal através de editais promovidos pelo Ministério da Cultura, pelos Governos Estaduais e pelas Prefeituras através de fundações ou secretarias de cultura. A iniciativa privada não é uma grande incentivador da arte nacional, fazendo com que o setor artístico fique praticamente dependente do Estado ou por conta própria.