Nintendo – Do protagonismo dos games ao status de ‘café com leite’ do ramo

As gerações das décadas de 1980 até o início dos anos 2000, do de grandes mudanças no mundo e também nos games. A Nintendo foi durante muito tempo uma marca de destaque no ramo. Seus consoles e jogos, tendo Mario Bros na sua linha de frente, conseguiu marcar infâncias e a tecnologia. O Nintendo 64 e o Super Nintendo foram dois grandes amostras do potencial da empresa. Além dos derivados de Mario, Donkey Kong, Zelda, Pokémon Stadium e Star Wars, obtiveram grande sucesso.

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Em termos de consoles, a empresa não parou, ela desenvolveu, porém, nada de surpreendente. No ano de 2006 por exemplo, a empresa lançou o portátil Nintendo DS Lite, em 2008, foi lançada outra versão do Nintendo DS, o Nintendo DSi, 2010, foi anunciado o Nintendo 3DS e em 2011, o Wii U. Suas inovações não passaram ao um nível que de fato está na briga, seus lançamentos mercadológicos são apenas para garantir vendas com fãs antigos.

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Entretanto, a chegada da Sony com o PlayStation e logo após, a Microsoft com o Xbox, iniciou o declínio da hegemonia ‘nintendista’. E não apenas pelas duas concorrentes, mas, também por outros fatores, muitos deles, por culpa da própria Nintendo ao apostar todas as suas fichas no tradicionalismo e leves mudanças. Em relação aos videos games, a Sony lança o PS1 com um moderno controle, entrada de CDs, cabo USB e o memory card. Os jogos por sua vez, trouxeram um dinamismo com gráficos em 3D e títulos interessantes como Crush – Bandicoot, Tenchu, Beyblade e Wining Eleven.

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O segundo PS, manteve a mesma estrutura dos CDs, memory, controle com fio, porém, vieram com maior capacidade, qualidade e design, lançou controles sem fio, gel analógicos e jogos ainda mais interessantes, como NBA, Need do Speed, Fifa e PES. Enquanto isso, a Nintendo nada fazia.

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Nesse meio tempo a Microsoft com Xbox trouxe uma diferente dinâmica de ‘jogabilidade’, controles com gatilhos, facilitando para os jogos de tiros, funcionando a pilha e carregador, além de uma nova era de qualidade digital. Ele possuiu títulos bons, alguns são eram os mesmos do PlayStation 2, porém, Forza Motorspot, Halo e GTA San Andreas, fizeram parte dos players que obtinham o vídeo game Xbox.

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O PS3  e o Xbox 360, iniciou uma nova disputa. Ambos com projetos de coisas jamais vistas no mundo da décima arte. O Xbox conseguiu ter uma certa vantagem diante do concorrente, com um gráfico levemente superior, a melhoria nos controles, o acesso a internet através da plataforma Windows.

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Do outro lado, a Sony trouxe entre outras coisas, uma compactação de blu-ray ao PlayStation 3. O 360 teve títulos importantes como 007 Legends, o início da saga Assassin’s Creed, o começo da franquia de Call of Duty e Max Payne 3 .Enquanto que o terceiro Play, teve destaques com, Fifa, Fórmula 1, Mortal Kombat, Darksiders e Fifa 11 ao 13. Nesse tempo, foi lançado o Nintendo Wii com jogos de kinect, que gerou um certo impacto nas tecnologias, mas não na sua marca.

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Depois, o mundo dos jogos digitais entraram para a fase mais recente, PS4 e Xbox One, com títulos exclusivos e outros como Far Cry 4, Fifa 16, Rainbow Six – Siege, Rise of Tomb Raider, The Witcher, Metal Gear Solid e Batman – Arkham Knight. A Nintendo se acomodou de vez e aceitou seu status de que um dia já foi líder, imponente no mundo dos jogos.

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Hoje, após o falecimento do ex-presidente da Nintendo, Satoru Iwata, aos 55 anos, foi um choque para o mercado digital. O seu legado dos clássicos jogos foram lembrados e a companhia recentemente anunciou o jogo Mario Maker, trazendo todas as versões do personagem.

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É uma pena uma marca de grande valor, não apenas econômico, mas, também, sentimental para várias gerações. Ficam as lembranças dos alugueis de fitas e jogos divertidos. A Nintendo consolidou um respeito pela sua história, porém, perdeu-se no tempo.

Grand Theft Auto (GTA): A Evolução

Grand Theft Auto ou GTA como foi popularizado, é um titulo muito querido entre várias gerações, tendo seu primeiro lançamento em abril de 1997 para Playstation 1 e mais tarde em dezembro do mesmo ano  para computador.  Confira ao longo desse post, a evolução do game:

  • GTA e GTA 2 – 1997/1999

O jogo apresentava uma aparência em 2D, e não exigia um computador muito potente. Com gráficos simples para a época, o primeiro GTA passava despercebido por muitos usuários, pois não explorava o potencial gráfico dos consoles e computadores.

GTA 1
GTA 1

O segundo capítulo da série chegou em 1999. GTA 2 trazia gráficos melhores com vários elementos em 3D. Porém, a câmera aérea foi mantida. Lançado também para PC e PlayStation, o game possui um visual mais bonito nos computadores. Com muita violência e “humor negro”, GTA 2 fez bastante sucesso, o que rendeu duas expansões que adicionavam novos conteúdos. Mas ainda estava bem distante da realidade visual daquela época e adicionou um protagonista, o Claude Speed.

Em 1999, jogos como Driver cativaram os usuários com perseguições alucinantes e tomadas cinematográficas. Felizmente, a DMA Design/Rockstar já trabalhava no próximo título de série, e ninguém esperava a revolução visual que estava por vir.

corpo de Claude Speed
Claude Speed em GTA 2
  • GTA 3 – 2001

O GTA 3 pode ser considerado o responsável pela maior evolução do jogo visualmente falando. Com gráficos agora em 3D, trouxe a opção de rotação de câmera e ganhamos um rosto para nosso protagonista que ainda era o Claude Speed.

Claude Speed em GTA 3
Claude Speed em GTA 3
  • GTA: Vice City e San Andreas – 2002 e 2004

Vice City trazia uma ambientação cômica dos anos 80. Apesar disso, em relação à GTA 3, não trouxe uma grande evolução visual. Mas ninguém se importava com isso, já que a produtora focou em contar mais uma história empolgante com muito humor e violência. Lançado para Playstation 2, Xbox e computador, mais tarde para as novas gerações como o Playstation 3 e apenas o San Andreas foi para o Xbox 360. A desenvolvedora lançou também jogos com tramas paralelas (spin-offs) da série: GTA: Liberty City Stories que você controlava o Mike e Vice City Stories com o Toni Cipriani e Victor Vance. Inicialmente, ambos foram lançados para o PSP, e mais tarde para as outras plataformas já comentadas a cima. O protagonista em Vice City é o Tommy Vercetti.

Tommy Vercetti em Vice City
Tommy Vercetti em Vice City

Um dos títulos mais polêmicos de todos os tempos, GTA San Andreas ainda hoje possui uma comunidade ativa de jogadores. Lançado em 2004 também para Playstation 2, o game também não trouxe uma grande revolução gráfica. Porém, a Rockstar expandiu o mapa das cidades a um nível inimaginável para a época. Outro elemento importante foi à customização do personagem, que podia mudar até mesmo de aparência física. E novamente o personagem mudou, agora temos o Carl Johnson “CJ”, que particularmente é o meu preferido, com as suas gírias, estilo e jeito irreverente que faziam de uma simples missão as mais engraçadas. Lembro de tentar dirigir e ler as legendas ao mesmo tempo, como era pequena não sabia muito o inglês, mas mesmo assim as poucas vezes que conseguia eu ria muito.

CJ em San Andreas
CJ em San Andreas
  • GTA 4 – 2008

Em GTA 3, Vice City e San Andreas, foi usado o motor gráfico RenderWare. Mas ficou evidente que, na nova geração de consoles, era preciso uma nova tecnologia. Desenvolvida pela própria Rockstar, a RAGE foi o motor gráfico utilizado não apenas em GTA 4, mas também em outros jogos da produtora, como Max Payne 3 e Red Dead Redemption (Que me parece mais um GTA no velho oeste). Nosso Protagonista é o Niko Bellic. Em GTA 4 é possível você encontrar o corpo de Claude Speed o personagem do GTA 3, pelo menos não é o CJ.

corpo de Claude Speed
Corpo de Claude em uma maca e ao lado Niko Bellic.

Lançado na primavera da geração que trazia Playstation 3 eXbox 360 como “carros-chefes”, GTA 4 possui uma qualidade gráfica invejável. Ao chegar no PC, o game se beneficiou de ajustes extras que retiraram algumas imperfeições e limitações dos consoles.

Niko Bellic
Niko Bellic em GTA 4.
  • GTA 5 – 2013

Cinco anos podem parecer pouco, mas a evolução dos gráficos nessa série era nítida entre GTA 4 e GTA 5. O mais recente episódio da franquia estabeleceu novos padrões visuais em mundos abertos.

Uma das principais diferenças entre os dois jogos é a nitidez. GTA 5 é muito mais “limpo”, enquanto GTA 4 possuía um recurso de borrar (blur), muito utilizado em jogos para PS2. O blur é um recurso que pretende maquiar possíveis falhas, mas, com ele, o game ganhava um aspecto mais feio. Com isso, a evolução da série parece surreal quando comparadas as versões de consoles de GTA 4 e 5.

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Imagem de divulgação GTA 5.

Os efeitos de iluminação são impressionantes em GTA 5. Além disso, os reflexos são muito mais bonitos. Novamente comparado com o sucessor, os carros de GTA 4 não possuem carros com pintura polida.

A água foi outro elemento que evoluiu bastante. Enquanto em outros jogos da série, ela parecia mais uma gelatina. Em GTA 5, percebe-se reflexos mais nítidos, efeitos de espumas e ondas mais realistas.

Temos não apenas um protagonista e sim três: Michael de Santa, Franklin Clinton e Trevor Philips. E tenho que admitir que depois do CJ, Travor é o meu preferido e não preciso dizer o porquê, não é?!

GTA 5
Michael, Franklin e Trevor em GTA 5.

Com toda uma evolução nas estruturas e modelos dos personagens, a destruição foi algo que se destacou na evolução gráfica. Explodir coisas, destruir carros e até estilhaçar vidros ganharam efeitos muito melhores. Sem dúvidas, GTA é um nome que será ouvido por muitos anos.

Então? Gostaram do post? Querem mais evoluções no blog? Digam nos comentários e na nossa página, os jogos ou os personagens que queiram para os próximos.